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Lulinha admite ao STF viagem a Portugal bancada por Careca do INSS

Defesa do filho de Lula apresenta explicações formais sobre relação com empresário a ministro André Mendonça.

publicado em 16/03/2026 às 22:07
atualizado há 14 dias

Lulinha admite ao STF viagem a Portugal bancada por Careca do INSS
Crédito: Reprodução / Internet
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, admitiu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele teve uma viagem a Portugal custeada pelo empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS. A admissão, a primeira formal da defesa ao ministro André Mendonça, foi feita em uma petição apresentada nesta segunda-feira, 16 de março.

Viagem em 2024

A viagem ocorreu em novembro de 2024. Lulinha negou, porém, ter firmado negócios ou recebido valores do empresário. Antônio Camilo Antunes está preso sob suspeita de liderar um esquema de desvios em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Lulinha diz que foi apresentado a Antônio Camilo Antunes por meio de sua amiga Roberta Luchsinger em 2024. Na ocasião, o empresário foi descrito como "bem-sucedido no mercado farmacêutico". Lulinha afirmou não ter conhecimento, naquele momento, da atuação de Antônio Camilo junto ao INSS. A defesa descreve a relação como "esporádica e de natureza social". "FÁBIO LUÍS jamais firmou qualquer tipo de relação comercial com ANTÔNIO CAMILO, tampouco tinha conhecimento sobre fraudes no INSS ou outras ilegalidades", afirmou a defesa ao STF.

Projeto de canabidiol

Na petição, Lulinha declarou ter interesse quando Antônio Camilo lhe contou sobre um projeto comercial de produção de canabidiol medicinal. Ele justificou o interesse pela necessidade de tratamento de uma sobrinha com a substância, que enfrentava dificuldades com a qualidade e disponibilidade de medicamentos. O empresário convidou Lulinha para acompanhá-lo a Portugal para conhecer a produção dos medicamentos, com os custos da viagem bancados por Antônio Camilo. Lulinha acompanhou visitas a possíveis fornecedores e propriedades, sem participar de negociações, investir trabalho ou valores, ou receber convite para associação ou compra de cotas. A defesa argumenta que, mesmo que um negócio tivesse sido firmado sobre esse tema, o fato não constituiria crime. A imagem pública de "empresário de sucesso" de Antônio Camilo Antunes só se alterou muitos meses após a viagem a Portugal, com a deflagração da Operação Sem Desconto, em 23 de abril de 2025, quando foi amplamente publicizada a possível relação de Antônio Camilo com as fraudes do INSS.

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